O mar tá rindo

TOPOGRAFIA PRAIEIRA

​“O mar tá rindo…”

(Delegado)

APAGA FOGO – Antes de ser conhecido como praia, era o “canal-do-apaga fogo”, a “ponta do apaga fogo” ou o “pontal do apaga fogo”. A origem do nome, tem a versão dos pescadores, da época da pesca de remo, dos “barcos sem motor”, devido ao forte vento que corre naquela direção, principalmente quando passava a embarcação por aquela “garganta”, ou a “Corôa do Zé Bomfim”. Todo o fogo aceso, ali, apagava. Inexplicavelmente, devido a construção de um hotel 5 estrelas, a Praia do Apaga Fogo foi totalmente murada em toda a sua extensão, impossibilitando, na maré-cheia, alguém ter qualquer acesso.

ARAÇAIPE – Nome de origem tupi, assim chamado devido a abundância dos araçás, fruto semelhante à goiaba, de um gosto mais ácido. Três espécies aqui são conhecidos: araçá-cagão, araçá-mirim e o araçá-do-mato.

COPINHO – Conhecido também como o “Porto das Canoas”, ali os pescadores amarravam suas embarcações. O nome caiu em desuso, pois eles trocaram de ramo, os barcos, pelos táxis. Também, devido à uma amendoeira que ali cresceu enormemente, foi chamado de “Praia da Amendoeira”, que não demorou a sumir da boca do povo, quando a mesma foi tombada pelo o fluxo da maré. Há dezesseis anos, chamavam o lugar de Maria Doida, pois uma mulher que ali morava, fazia boné de búzios e dizia que “era do capitão”. O pessoal corria dela. Aplicaram-lhe uns “banhos de folhas” e ela sarou. Por gratidão, Maria Doida foi à fonte miraculosa, encheu uma lata de água e deixou um tanto na casa de quem lhe deu o remédio das ervas. Copinho tinha um nome mais antigo (por ter sido por algum tempo), “Praia da Ajuda”.

JAQUARA – Era na “Praia da Jaquara” que os moradores d’Ajuda, por muito tempo, buscavam e se serviam da água pura da fonte. Comprada, foi cercada e proibida ao público.

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MUCUGÊ – Árvore que dá um fruto parecido com a mangaba, tem um leite e o gosto é adocicado. Mês junho, é tempo da saborosa frutinha, que amadurece em casa. por estas bandas devido ao desmatamento não se vê fácil. No dicionário tupi (Bueno) está escrito com “J” ao invés de “G”.

TORORÃO – Encontraram um Santo Antonio de Tororão, de sete a oito centímetros no lugar. O nome vem daí. D. Rosa de Fabriciano ainda zela pelo santo.

PAÓ – Ganhou a praia o nome do pássaro paó, muito frequente nas praias defronte. segundo sabedores das coisas do lugar, o pássaro é maior do que o anum, de cor preto vermelho no encontro das asas. No lendário popular, paó é o “professor” do tucano, o que, por coincidência ou não, sempre eram vistos voando juntos. Hoje não se vê, nem paó nem tucano, nem professor nem discípulo. Defronte à esta praia, dava muito cuipuna, fruta comestível, asssim como o chamado “pau-povo” uma árvore que deixa escorrer uma resina branca, do gosto doce que nem açúcar e com a fama de ser boa pra gripe.

CABEÇA-DE-NÊGO – Há uns arrecifes defronte à esta praia onde existem umas pedras, como que, amontoadas. Formam excrescências, por ocasião da maré vasante, quando vão ficando expostas à medida que a maré baixa, as águas caem pingos sobre elas, dando a impressão de uma cabeça de nêgo, com cabelos encarapinhados, caindo aos pingos, quando molhados.

PITINGA – Palavra tupi, com o significado de “salmilhado de branco”, derma enbranquecida , como pano-branco, como a gente observa nas falésias que se lhe meravilham a paisagem. Do lado oposto ao mar, um pequeno rio: “Rio de Pitinga”.

LAGOA AZUL – Tomou a praia a preferência dos banhistas, pela beleza de suas águas de cor azulada e suas “lamas medicinais”. Um dos maiores atrativos dessa orla..

ITAIPE (ou TAIPE), PEDRAS BATEDEIRAS e RIO DA BARRA, encerram a topografia da Ajuda, que aí se divide com o distrito de Trancoso.

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